segunda-feira, 15 de julho de 2013

Coisas que não há que há - Manuel António Pina

CapaLivroPág.Crianças 6Julho
 
"Uma coisa que me põe triste

é que não exista o que não existe.

(Se é que não existe, e isto é que existe!)

Há tantas coisas bonitas que não há:

coisas que não há, gente que não há,

bichos que já houve e já não há,

livros por ler, coisas por ver,

feitos desfeitos, outros feitos por fazer,

pessoas tão boas ainda por nascer

e outras que morreram há tanto tempo!

Tantas lembranças de que não me lembro,

sítios que não sei, invenções que não invento,

gente de vidro e de vento, países por achar,

paisagens, plantas, jardins de ar,

tudo o que eu nem posso imaginar

porque se o imaginasse já existia

embora num sítio onde só eu ia…"

 


Quando o Sol está a brilhar - José Fanha e Carla Nazareth

CapaLivro Pág.Crianças. 22Junho

Porque o Verão já chegou e as crianças pensam na praia, Quando o Sol Está a Brilhar ajuda-as a ter um comportamento responsável num lugar que, se é saudável, também apresenta riscos. Como o escaldão que as duas crianças protagonistas desta história apanharam:
 
 “A Joana e o João/ com a pele avermelhada/ e a doer e magoada/ e a gemer arrepelada/ já só sabiam gritar/ e ranger/ e chiar e chorar:/ ai ai ai a minha pele/ isto não é brincadeira/ mais parece uma salsicha/ a fritar na frigideira.”
 
O texto de José Fanha tem todas as características que atraem a maior parte dos miúdos: humor, repetições, musicalidade e crianças como personagens.
 
 “A Joana e o João gostam muito de ir à praia/ quando o Sol está a brilhar/ as ondinhas a rolar/ e eles só pensam mergulhar/ e nadar/ e nadar/ e nadar/ como se fosse uma sardinha/ como se fosse um tubarão/ catchapinha catchapinha/ catchapinha catchapão.”
 
Podes fazer uma sardinha ou um tubarão ou... muitas ideias giras... AQUI

Expressões idiomáticas ilustradas


Contos-Pulga - Kalandraka

 Espreita... AQUI

"Os Contos-pulga" devem ser lidos
num lugar e num tempo à parte,

sem relógios, nem companhias, nem horários,
nem ecrãs controladores,
nem atividades didáticas,
nem notas, nem deveres.

Estes contos devem ser ouvidos na penumbra,
e de olhos fechados.
Pois um bom conto, estes contos,
são como "o velho mocho",
em cujos olhos cabem as estrelas.
E cada estrela esconde sonhos de milhares de meninos.
Por isso, o velho mocho conhece todos os segredos.
Mas não diz nem pio."


Benito Estrella

domingo, 14 de julho de 2013